Search Central Live 2026: Atualizações Search e IA
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  • Criado em: 26 de fevereiro de 2026
  • Atualizado em: 26 de fevereiro de 2026

Search Central Live 2026: Atualizações Search e IA

Com clima de chuva, fomos bem recebidos com café quentinho e pão de queijo na sede do Google em São Paulo na última terça-feira (24/02). Lá, encontramos especialistas feras do Google Search Team para nos atualizar sobre o algoritmo, diretrizes oficiais, tendências de busca e IA no Search, confira o que rolou direto da primeira fileira…

Como são decididas as mudanças no Search?

André Nacul, Diretor de Engenharia do Google Search desde 2007, reforçou que a busca não opera isoladamente. Criadores de conteúdo, desenvolvedores, plataformas e usuários criam um ecossistema para que a mágica aconteça.

Isso significa que, estratégias de black hat seo, focadas em somente “ganhar ranking” perdem autoridade e espaço. O foco deve ser completamente voltado na construção de conteúdo de valor para o usuário.

Volatilidade Natural no Ranking

Um dos pilares chave de sua palestra foi como as mudanças não são implementadas de forma aleatória, todas passam por: experimentos controlados, análise profunda de métricas e validação em larga escala. Segundo as avaliações Google Partners, certificação renovada anualmente por nossos especialistas, o Google aplica pesquisas em uma amostra de 5 milhões de usuários.

O algoritmo evolui conforme a mudança de comportamento dos usuários fazendo com que o SEO seja completamente orientado por dados, testes contínuos e análise de intenção de busca.

AI Overviews e modelo fun-out: conteúdo de valor é obrigatório.

Com o domínio da AI Overview, o modelo fun-out é utilizado na consulta e expandida em variadas interpretações e fontes antes da resposta final. De fato, isso eleva o padrão de conteúdo exigido, fazendo com que o algoritmo da search exija: trabalhar autoridade, profundidade e clareza estrutural.

Human Rater Guidelines: o que é “bom””

O documento público é referenciado por André, como um padrão a ser seguido. Com mais de 170 páginas, são reunidos critérios como "Page Quality” e "Need Meet” a fim de garantir que o resultado atenda a intenção de busca do usuário.

Afinal, de onde surgem as mudanças?

Avanços tecnológicos, padrões de uso, feedback e estruturas da web são algumas das fontes que ocasionam a necessidade das atualizações. O algoritmo acompanha a transformação do comportamento digital. Para nós, isso significa que a adaptação constante não é opcional.

Melhores Auditorias Técnicas de SEO com Martin Splitt

Martin, Search Advocate no Google há 7 anos, teve uma abordagem direta: auditoria técnica não são relatórios com gráficos sem referências (ele ainda brincou: se vocês fazem isso, tenho algumas perguntas), mas sim problemas reais que impactam o rastreamento, renderização e indexação. Entender como o Google enxerga e processa seu site, é o foco.

Como identificar problemas de renderização?

O uso da URL Inspection Tool do Search Console, verifica o HTML renderizado. A explicação é simples: se o conteúdo aparece no html renderizado do Google, seu site não tem problemas de renderização.

Sendo especialmente relevante para sites em JavaScript, SPAs e frameworks modernos. O SEO técnico, começa no que realmente o Google recebe, não ao que o navegador entrega para o usuário.

Estruturando uma auditoria 

A eficiência é direcionada por impacto, não por listagem de erros. A estrutura de uma boa auditoria se dá por:

  1. Entendimento do site

  2. Compreensão técnica

  3. Interpretação correta dos dados

Os famosos “Don't Do”

Sua mensagem foi clara: Dados sem contexto, não geram decisão. Excesso de métricas isoladas ou relatórios automatizados não resolvem o SEO Técnico. O foco deve ser resolver gargalos que afetam a descoberta, o rastreamento e a indexação. Numa auditoria, pense: podemos agir com base nisso ou é informativo?

Gargalos de indexação

A maioria dos problemas graves de SEO Técnico, começa na base da arquitetura web. Martin reforçou que muitos sites perdem performance não por falta de conteúdo, mas por falhas estruturais básicas. Os pontos destacados foram: 

  • Uso correto de HTTPS

  • Certificados válidos e estratégia de renovação

  • Status codes apropriados

  • Headers configurados corretamente

  • Routing (especialmente com CDN)

  • Redirect chains e loops

  • Problemas de discoverability

  • Internacionalização mal implementada

  • Canonicalização incorreta

  • Markup quebrado

  • Falhas de renderização

Na prática: se o protocolo falha, o rastreamento falha. Se o roteamento está errado, a descoberta falha. Se o status codes estão incorretos, a indexação falha. Se a renderização quebra, o conteúdo não existe para o Google. Indexação não é um problema isolado, é reflexo da integridade técnica da infraestrutura do site

Antes da otimização avançada, devemos garantir que:

  • O servidor responde corretamente

  • O conteúdo pode ser descoberto

  • Não há conflitos de canonicalização 

  • Não existem cadeias de redirecionamento desnecessárias

  • O HTML final entregue ao Google é consistente e completo

A evolução constante das buscas com John Mueller, direto de Zurich

John, Senior Search Analyst no Google com mais de 17 anos de experiência, através de uma vídeo chamada conosco, destacou que cerca de 15% das buscas diárias são inéditas. A constante evolução da busca, formatos e experiências acompanham as mudanças de intenção, contexto e descoberta pontuando que, a adaptação contínua é o pilar da estratégia.

Você já navegou pelo Web Guide e atualizações no Discover na busca? O Google tem ampliado as formas de descoberta com recursos da IA e valorização de criadores de conteúdo. A proposta é facilitar a exploração de temas e fontes.

Fortalecer a presença em múltiplos pontos da jornada do usuário, constrói sua autoridade com estrutura clara e profundidade temática. É essencial que 90% do tráfego do seu site, não seja proveniente de um único canal.

Rastreamento, indexação e ranking

Os três pilares exigem base técnica sólida. Conteúdo bom sem uma boa estrutura, não compensa as falhas. Assim como Martin, ele enfatiza que para garantir que o conteúdo entre no jogo do algoritmo, estrutura clara, rastreabilidade e consistência são indispensáveis.

Um bom SEO, é um bom SEO e ponto.

GEO (Generative Engine Optimization) , AEO (Answer Engine Optimization), AI SEO (Otimização para Ferramentas de Inteligência Artificial) e LLM SEO (Large Language Model Search Engine Optimization) foram colocados contra a parede ao afirmar que os princípios fundamentais para termos resultado, não mudam. O foco sempre deve ser ter clareza, garantir uma boa e sólida estrutura técnica e foco 100% no usuário.

Substituição? Não! Apoio

Mesmo com IA, o diferencial está na experiência, originalidade e compreensão do tema. A recomendação é explorar a IA para apoiar processos e não substituir o pensamento crítico. O contexto, responsabilidade com o conteúdo e revisão humana seguem indispensáveis.

A direção estratégica do Google permanece clara: o valor real ao usuário sempre será prioridade.

E como ser citado nas IAs?

A resposta é simples, as LLM's (sistemas de inteligência artificial avançados) usam grounding (processo de conectar as respostas da IA a fontes de informações externas, confiáveis e verificáveis) como base de validação. Conteúdo autêntico, estruturado e confiável aumenta suas chances de ser referenciado pelos sistemas.

Melhorar páginas existentes, simplificar conteúdo e ser claro gera mais impacto do que ter uma estrutura técnica perfeita.

Metáfora para Mensuração Digital com Daniel Waisberg

Daniel Waisberg, Search Advocate at Google há 12 anos e nascido em BH, veio diretamente de Zurich para nos atualizar sobre como as IAs têm tido um papel relevante dentro das ferramentas de mensuração do Google e conectou o Quarteto de Alexandria e como ferramenta de mensuração conta uma versão da história. Na quadrilogia, os três primeiros livros mostram o mesmo acontecimento sob visões diferentes e o quarto explora a realidade. No digital, não é diferente: cada ferramenta conta uma versão e só juntas revelam o cenário completo.

O que acontece na busca antes do meu site?

O Google Trends revela as tendências de busca: termo, tópico, região e interesse ao longo de um período. Com a Trends API (alpha) em testes e ainda não liberada, será possível consultar até cinco anos de dados ou as últimas 48h. Será uma ampla visão da mudança de comportamento de busca.

O que aconteceu entre a busca x meu site?

Se no trends mostra o mundo, no Google Search Console mostra o resultado direto no seu domínio: termos, páginas, país, impressões, cliques e posição. Ele apresentou consultas agrupadas e filtros com IA a fim de ter uma leitura estratégica e uma visão entre intenção e acesso. Facilitando a análise de dados e a criação de relatórios. Exemplos de prompts mostrados:

"Pesquisas realizadas por telefone que contenham a palavra “esportes” nos últimos 6 meses”

"Compare o tráfego das minhas páginas que contém "blog” neste trimestre com o mesmo trimestre do ano passado”

"Mostre a taxa de cliques (CTR) e a posição média das minhas pesquisas na Espanha nos últimos 28 dias”

O que as pessoas fizeram após clicar?

O comportamento pós-clique é apresentado pelo Google Analytics: usuário, página, região, eventos, sessões realizadas e visualizações. A busca aqui já não é o foco, mas sim a experiência dentro do seu site. Podemos entender se a aposta da SERP foi realmente relevante para o usuário.

Unificando as narrativas.

Assim como no Clea do quarteto, a verdade integra as perspectivas. O Looker Studio permite a visualização de dados de forma unificada, é possível integrarmos trends, search console e analytics. Resultando em insights valiosos e próximos passos mais estratégicos

Resumo da ópera…

O Search é um ecossistema de evolução constante e movido pelo comportamento dos usuários, testes recorrentes e validação em larga escala. Atualizações não são feitas pelo achismo. Passam por métricas e avaliações com milhares de usuários. O algoritmo muda porque as pessoas mudam. Quem tenta atravessar por atalhos, está em um jogo ultrapassado.

Autoridade, profundidade e clareza estrutural não é um diferencial, é o mínimo. O avanço da AI Overview comprova que a superficialidade não sobreviverá nesse ambiente.

Sem esquecer da estrutura técnica… Falhas básicas em HTTPS, status codes, redirecionamentos ou renderização comprometem a performance de sites, não pela falta de conteúdo.

Afinal, a pergunta que você deve se fazer, não é “como ganhar ranking?” É: “estou entregando valor em um sistema que mede a satisfação em escala global?”

O evento foi uma verdadeira experiência “Googler” com direito a mochila personalizada e happy hour no final. Entre conteúdos técnicos e conexão com pessoas, saímos com a visão de que, entender o ecossistema vale mais do que somente o algoritmo.

Bruna Batista

Sobre o autor

Bruna Batista

Estrategista, Especialista em Tráfego Pago e Orgânico na Quality SMI. Formada em Marketing Digital e Data Science pela FIAP com internacionalização pela ESPM.

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